quarta-feira, 1 de julho de 2009

O que é SuperLogo?



Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre, Superlogo "é uma linguagem de programação utilizada para automação e controle de dispositivos robóticos". Através de um conjunto de comandos ordenados, sob a forma de um programa, permitem o controle da famosa "tartaruga" com alto grau de complexidade.

Pode ser um forte aliado para o professor, a fim de desenvolver o raciocínio lógico matemático das crianças e desenvolver, de maneira prática e prazerosa os conceitos matemáticos como ângulos, figuras geométricas, bem como trabalhar a atenção, a conentração, agilidades, percepção espacial e temporal entre outras.





Tecnologia é sinônimo de poder?


Com o domínio dos elementos da natureza pelo homem na Idade da Pedra, garantindo a sobrevivência da espécie humana, gerou novos sentimentos, não mais de defesa, mas sim de dominação, dominação esta que gerou, no decorrer da história, o acúmulo de riquezas por parte das nações que buscavam desenvolver tecnologias. O desenvolvimento das tecnologias presentes em cada época marcou a cultura e a forma de compreender o mundo que nos cerca.
Assim tecnologia passou a significar diretamente poder. Poder esse econômico, cultural e social. Mas o desenvolvimento de novas tecnologias vem se configurando em um dos maiores desafios da atualidade, em especial para a educação. Uma vez que as tecnologias tão presentes em nosso dia-a-dia ampliam nossa memória fragilizando as capacidades humanas.
A própria evolução social é fruto do desenvolvimento de novos conhecimentos e técnicas de trabalho e produção, uma vez que a fragilidade do homem era superada pela agregação social, que possibilitou a construção de tecnologias para a construção de ferramentas, equipamentos e técnicas. Todas essas descobertas marcaram a cultura humana no decorrer da história, ampliando e desenvolvendo o acervo cultural da espécie humana.
Contudo, a evolução das tecnologias não se restringe apenas ao uso de determinados equipamentos e produtos, a evolução tecnológica altera o comportamento humano. A forma com que os homens usam as tecnologias, reflete diretamente na economia, política, na divisão social, mudando a forma de sentir, pensar e agir. Alterando a maneira com que o ser humano vive cotidianamente. Há um certo tempo atrás, não tínhamos telefones móveis, computadores ligados em redes em nossas casas e hoje não conseguimos viver sem esses equipamentos, com essas novas tecnologias, que nos aprisionam gerando uma falsa sensação de impotência aos avanços das tecnologias.
Dessa forma, nós, como futuros educadores, devemos nos adaptar aos avanços das tecnologias, que nos devoram a cada dia, orientando nossas crianças para o domínio e apropriação dessas novas tecnologias, a fim de definir sua identidade social.

Educadores X tecnologias?

Como educadores não nos cabe mais enfiar a cabeça no buraco e ignorar o mundo de novas tecnologias que permeia o nosso cotidiano. Vivemos na era da democratização da informação, onde basta apenas um clique e obter informações de qualquer parte do mundo, a respeito que qualquer assunto. Para muitos um sonho realizado, para outros o acesso à informação tornou-se um dos maiores pesadelos, um dos maiores desafios para os professores.
Mas não basta apenas informação. Transformar a informação em conhecimento é que se caracteriza como o grande desafio dos professores, uma vez que para construir conhecimento faz-se necessário organizar as informações, sintetiza-las numa lógica coerente. É aí que devemos, como educadores, atuar, selecionando o que melhor atende o aluno, utilizando as novas tecnologias como ferramenta de busca de informação, como fontes de pesquisa.
Para que isso ocorra, faz-se necessário tanto para educadores quanto para educandos entender a função da pesquisa, que segundo MORAN seria “um primeiro passo para entender, comparar, escolher, avaliar, contextualizar, aplicar de alguma forma”, e não apenas acessar uma dada informação, de maneira superficial para compreende-la, para obter conhecimento. O professor deixa de ser um mero informador para mediar e organizar as informações assumindo um papel de pesquisador, junto com seus alunos.
Muitas são as ferramentas que poderão ser utilizadas para viabilizar esse “aprender a pesquisar juntos e a publicar os resultados”: webquest, blogs, fotologs, videologs, flogs, podcasts. Para isso, os professores devem repensar suas práticas adequando-as ao mundo virtual selecionando o que a rede tem de melhor para oferecer. Devemos romper com as barreiras que nos afasta das novas tecnologias, nos permitindo dialogar, aprender com nossos alunos

terça-feira, 16 de junho de 2009

O que é educação a distância?

Segundo José Manuel Moran, Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, podendo ou não ter momentos presenciais, mas acontecendo fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.
Pode ser ministrada nos mesmos níveis que o ensino regular. Sendo mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece nos níveis superior e de pós-graduação.
Nessa modalidade de ensino, segundo o referido autor, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento, recebendo e respondendo mensagens dos alunos, criando listas de discussão e alimentando continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula.
Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio.

Resumo do texto "As pedagogias do aprender a aprender e algumas ilusões da assim chamadas do conhecimento" de Newton Duarte.

Vivemos num período histórico conhecido por muitos como pós-modernidade, onde não existe verdade e sim "verdades", superadas, ressignificadas a cada instante, o que demanda uma gama de competências que nos impulsionam a buscar mais e mais conhecimento, valorizando o aprender sozinho.
Nesse sentido, o autor analisa que as pedagogias do "aprender a aprender" estabelecem uma hierarquia valorativa no que tange a aprender sozinho, contudo não se pode descartar a aprendizagem resultante da transmissão de conhecimento por alguem, uma vez que, segundo o autor, o indivíduo só poderia "aprender a aprender" se feito de maneira autônoma, considerando os conhecimentos que foram descobertos e elaborados por outras pessoas. Questionando, indagando verdades estabelecidas é que permite ao aluno construir suas próprias verdades, uma vez que "as únicas verdades reais são aquelas construídas livremente" (p. 37), através do interesse e necessidade da própria criança.
Essa sociedade pós-moderna se caracteriza por uma sociedade dinâmica, onde o conhecimentonão não é estático o que demanda uma educação a fim de preparar o indivíduo para acompanhar o acelerado processo de mudanças vivido na sociedade. Cada vez mais a sociedade atual exige competências necessárias, desenvolvendo o caráter adaptativo dessas pedagogias do "aprender a aprender", as pessoas estariam adaptando-se aos problemas consequentes da sociedade capitalista, usando assim sua criatividade, ou seja, "a criatividade em termos de capacidade de encontrar novas formas de ação que permitam melhor adaptação aos ditames da sociedade capitalista" (p. 39).
Cria-se então a ilusão de que a sociedade capitalista esteja passando para uma sociedade do conhecimento. De acordo com o autor, vivemos sim uma nova fase do capitalismo o que não significa uma mudança da essência capitalista. A sociedade do conhecimento seria então um fenômeno no campo da reprodução ideológica do capitalismo, uma vez que alega que o acesso ao conhecimento é para todos, assim como a habilidade de mobilizar conhecimentos é muito mais importante que a aquisição de conhecimentos teóricos.
Neste sentido, a função ideológica da sociedade do conhecimento seria enfraquecer as críticas radicais ao capitalismo, bem como enfraquecer a luta por uma revolução, que supere o capitalismo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tecnologia ou metodologia? Qual será a solução??!!!

http://www.youtube.com/watch?v=lWLXerJMwGA

terça-feira, 26 de maio de 2009

Conhecimento à distância. Será?

Para entender a ambivalência do mundo virtual/real, tomamos como base o texto "Telepistemologia" do livro "Conhecimento e aprendizagem na nova mídia" de Pedro Demo.

É inegável a influência que as tecnologias da informação e da comunicação exerce na realidade das pessoas. Distinguir real e virtual caracteriza-se como um desafios da atualidade, uma vez que o virtual é parte permanente da realidade.

Virtual seria uma cópia, mas não um simulacro, do mundo real, ou seja, o virtual seria um reflexo da realidade, sendo também alvo de falsificação, assim como o mundo real.

A própria dificuldade em definir realidade virtual começa pelo termo realidade, porque realidade caracteriza-se para muitos como algo palpável, mas realidade e virtualidade se confunde uma vez que nem tudo que é real é palpável, mas um fator determinante para uma possível distinção, se é que existe, seria a distância.

Daí entendemos que "o virtual não é nem mais, nem menos real que o físico, mas simplesmente outro nível de realidade, às vezes concorrente, mas sobretudo natural" (DEMO, 2004, p. 59).